É, a primeira copa do mundo em solo Africano está aí e nada de posts durante o mega evento que ocorre apenas de 4 em 4 anos. Dou maior valor a copa do mundo, acho que daqui a 5000 anos, quando os escafandristas de uma civilização mais avançada que a nossa vasculharem a cidades submersas da America do Sul vão descobrir que se a gente desse canto do planeta nunca obteve sucesso em muita coisa enquanto povo, pelo menos em ganhar torneios mundiais de futebol nós fomos os melhores. Só nós, brasileiros, ganhamos 5 taças, uma foi roubada e derretida (pra variar um pouco). Nossos hermanos catimbeiros somam 4 mundiais, 2 da Argentina mais 2 do Uruguai. Contabilizando, a América do Sul levou 9 taças, ao passo que os paises europeus, se somados, levam um número igual de mundiais, mesmo com seus 9.999 paises. Pois bem, os ingredientes de uma grande copa do mundo estão ai e ninguém quer perder essa. Está decretado:
- Parei pra ver a copa!
Alguns vão dizer:
- Ah, o Brasil pára pra ver a copa do mundo enquanto os politicos tão metendo a mão em Brasília.
Olha, sinceramente, eu acho que eles já metem a mão no dinheiro alheio o ano todo, 24 horas por dia, cada vez que eu pago algum imposto, cada vez que eu ligo a tv, cada vez que pago juros bancários, a todo momento eu estou sendo roubado, trabalhamos muito, ganhamos pouco e pelo menos, queremos ganhar a copa do mundo. E tem mais, acho que até os politicos dão uma parada na roubalheira pra assistir a copa.
Se você não está nesse espírito de copa, é melhor entrar nele logo, pois não tem pra onde correr. Tem gente que comprou vuvuzela e tudo, só espero que o seu vizinho não seja um deles.
Se em 1970 éramos 90 milhões em ação, hoje, somos 190 milhões em tensão, diante das escolhas do Dunga. No meu ver, ele levou realmente os mais preparados, só acho que tinha uma vaguinha ali pro Roberto Carlos na esquerda e pro Ganso no banco, mas agora já era. Espero que Dunga use bem o material humano que levou a África, nos resta torcer.
Para que todos possam se imbuir desse espirito futebolistico, lá vai mais uma do DWT. Uma homenagem a maravilhosa seleção campeã do mundo de 1970.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Egberto e as 10 cordas
Um vídeo muito bacana de Egberto Gismonti no programa ensaio da Tv Cultura de 1992. Ele dá uma explicação bem simples sobre o violão de 10 cordas. A explicação é simples, a tocação nem tanto.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Sugarcubes
The Sugarcubes é uma banda islandesa da década de 80, para ser mais preciso a banda esteve ativa de 86 a 92, lançando nesse período vários singles e alguns albuns além de criar seu próprio selo, o Smekkleysa. A atração principal dos cubos de açucar era a promissora vocalista e tecladista, até então não muito conhecida fora das fronteiras da Islândia, Björk. A pequenina e excentrica vocalista mostrava os primórdios de suas melodias meio "esquisitas" e começava a chamar atenção pro seu belo timbre de voz. A sonoridade da banda tinha influencias do punk, pos-punk além de boa dose de experimentalismo, seguia na esteira das bandas que fizeram sucesso na época como Joy Division, Siouxie and The Banshees, The Cure, Depeche Mode, Echo & The Bunnyman, Pixies e outras.
Acho que Sugarcubes não era aquela banda sensacional mas teve seus bons momentos e deve-se levar em consideração que eles não são ingleses ou americanos, com suas culturas já pré-digeridas por todo mundo e sim da Islândia um pais insular, uma ilha perdida no meio do frio Atlântico Norte, culturalmente eles não estão muito ligados ao continente europeu, e só de essa banda ter feito algum sucesso em radios e emissoras de TV do mundo já é digno de nota. A própria Björk só veio a ser conhecida da massa quando se mudou em definitivo para a inglaterra em 1993. Por essas e outras, muitos respeito aos cubos de açucar que vieram do gêlo.
Acho que Sugarcubes não era aquela banda sensacional mas teve seus bons momentos e deve-se levar em consideração que eles não são ingleses ou americanos, com suas culturas já pré-digeridas por todo mundo e sim da Islândia um pais insular, uma ilha perdida no meio do frio Atlântico Norte, culturalmente eles não estão muito ligados ao continente europeu, e só de essa banda ter feito algum sucesso em radios e emissoras de TV do mundo já é digno de nota. A própria Björk só veio a ser conhecida da massa quando se mudou em definitivo para a inglaterra em 1993. Por essas e outras, muitos respeito aos cubos de açucar que vieram do gêlo.
sábado, 29 de maio de 2010
Bill Laswell
Um dos produtores de dub que eu mais gosto é o norte-americano Bill Laswell que além de produtor é um ótimo baixista. Conheci o som dele quando eu comprei um disco por curiosidade, achei a capa legal e vi que se tratava de dub, o disco era "RadioAxion - A Dub Transmission" de Bill junto com o também baixista Jah Wobble. Achei o disco simplesmente foda, com baixos grooveados e de muito peso, metais muito bem tocados e cheios de delay, percursões bem encaixadas, enfim, uma coisa que realmente me agradou. Procurei mais sobre o cara e descobri o disco "Imaginary Cuba", que foi feito gravando sons de artistas de rua cubanos e o material levado pros EUA onde foi produzido por Laswell, nas faixas pode-se ouvir até mesmo batucadas com colheres além das tradiconais percusões de congo cubano, tudo feito no mais puro sentimento e improviso. Após descobrir mais essa pérola eu percebi que ainda haviam coisas a serem trazidas para a luz, duas coisas, dois discos onde Bill desconstroi as obras de dois monstros da música, as gravações da fase fusion de Miles Davis (1969-1974) e os standards do rei do reggae, Bob Marley. O de Miles é pesado, tenso e sombrio como são os originais e o do Bob traz versões dub relaxantes num estilo mais ambient, de faixas como Waiting in Vain e Burnin' and Lootin', já inúmeras vezes remixadas e remasterizadas mas feito ali de uma forma bem autêntica e original. Fugindo de formulas tradicionais, Bill Laswell ajuda a adicionar novos contornos as obras desses dois craques da música, respeitando o legado mas inovando de várias formas.
Dito tudo isso, acredito que é hora de ir pra audição.
Dito tudo isso, acredito que é hora de ir pra audição.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Lamartine Babo
"Costumo dividir o carnaval em duas fases:
Antes e depois de Lamartine"
Braguinha
Tijucano, Lamartine Babo nasceu em 1915 e faleceu em 1963, 3 anos após comemorar o último título estadual do América, em um memorável desfile pelo Centro fantasiado de diabo.
Esta aí um compositor que desperta muita curiosidade. Seja pela autoria de todos os hinos dos clubes de futebol do Rio, seu humor ou pela polêmica em torno de uma das mais famosas marchinhas de carnaval. A marchinha em questão é "O teu cabelo não nega", um hit dos carnavais do Rio. O fato é que a marcha a que se atribui autoria a Babo é uma adaptação da marcha "Mulata" dos pernambucanos, Irmãos Valença. Lamartine fez a adaptação por contrato com a gravadora Victor, a quem os Irmãos Valença apresentaram a canção. Lamartine foi instruido a "acariocar" a música. Ele prontamente fez o serviço, aproveitando a melodia e estribrilho mas modificando a letra. O problema é que a gravadora lançou o hit tendo Lamartine como seu único autor, gerando uma complicada batalha na justiça onde os Irmãos Valença levaram autoria da canção mas liberaram a co-autoria, que de fato foi de Lamartine, porém até hoje o gosto popular atribui essa canção apenas a Babo, o que é um tremendo engano.
Pendengas judiciais não abalam a imagem desse talentoso compositor de marchinhas irreventes e bem humoradas. Mesmo sem ter estudado música, Lalá, como era chamado pelos amigos, sempre demonstrou muita inventividade com suas melodias e na fabricação de refrões grudentos. As letras de Lamartine foram duramente censuradas pelo estado novo de Getúlio, o que modificou drasticamente o tema de suas composições. São de autoria dele além do samba, Serra da Boa Esperança e a bela parceria com Ary Barroso, No Rancho Fundo, as marchas: Linda Morena, Marchinha do Grande Galo, Moleque Indigesto e Só Dando Com Uma Pedra Nela.
Apesar de tantas músicas de sucesso, acho que o que mais lhe dá vida eterna é a longevidade que terão os hinos dos mais tradicionais clubes de futebol do Rio. Diz a lenda que foram escritos no mesmo dia, os hinos de Fluminense, Botafogo, Flamengo, Vasco da Gama, Bangú e do seu querido América. O interessante é a forma como Lamartine captou a alma e singularidade de cada uma das torcidas cariocas, pois elas tem suas caracteristicas próprias e tudo esta traduzido nas letras desde as cores de cada pavilhão as coisas mais íntimas de cada torcedor. De fato, não tem como não se emocionar ao ouvir o hino de seu clube do coração.
Antes e depois de Lamartine"
Braguinha
Tijucano, Lamartine Babo nasceu em 1915 e faleceu em 1963, 3 anos após comemorar o último título estadual do América, em um memorável desfile pelo Centro fantasiado de diabo.
Esta aí um compositor que desperta muita curiosidade. Seja pela autoria de todos os hinos dos clubes de futebol do Rio, seu humor ou pela polêmica em torno de uma das mais famosas marchinhas de carnaval. A marchinha em questão é "O teu cabelo não nega", um hit dos carnavais do Rio. O fato é que a marcha a que se atribui autoria a Babo é uma adaptação da marcha "Mulata" dos pernambucanos, Irmãos Valença. Lamartine fez a adaptação por contrato com a gravadora Victor, a quem os Irmãos Valença apresentaram a canção. Lamartine foi instruido a "acariocar" a música. Ele prontamente fez o serviço, aproveitando a melodia e estribrilho mas modificando a letra. O problema é que a gravadora lançou o hit tendo Lamartine como seu único autor, gerando uma complicada batalha na justiça onde os Irmãos Valença levaram autoria da canção mas liberaram a co-autoria, que de fato foi de Lamartine, porém até hoje o gosto popular atribui essa canção apenas a Babo, o que é um tremendo engano.
Pendengas judiciais não abalam a imagem desse talentoso compositor de marchinhas irreventes e bem humoradas. Mesmo sem ter estudado música, Lalá, como era chamado pelos amigos, sempre demonstrou muita inventividade com suas melodias e na fabricação de refrões grudentos. As letras de Lamartine foram duramente censuradas pelo estado novo de Getúlio, o que modificou drasticamente o tema de suas composições. São de autoria dele além do samba, Serra da Boa Esperança e a bela parceria com Ary Barroso, No Rancho Fundo, as marchas: Linda Morena, Marchinha do Grande Galo, Moleque Indigesto e Só Dando Com Uma Pedra Nela.
Apesar de tantas músicas de sucesso, acho que o que mais lhe dá vida eterna é a longevidade que terão os hinos dos mais tradicionais clubes de futebol do Rio. Diz a lenda que foram escritos no mesmo dia, os hinos de Fluminense, Botafogo, Flamengo, Vasco da Gama, Bangú e do seu querido América. O interessante é a forma como Lamartine captou a alma e singularidade de cada uma das torcidas cariocas, pois elas tem suas caracteristicas próprias e tudo esta traduzido nas letras desde as cores de cada pavilhão as coisas mais íntimas de cada torcedor. De fato, não tem como não se emocionar ao ouvir o hino de seu clube do coração.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Um Pouco de Diversão
Como o dia foi barra pesada, acho que é hora de pôr um pouquinho de diversão, mas ainda com uma pitadinha de sentimento "deixa pra lá" do outro post. Venho agora de NOFX, aquela galera com um clima Califórnia total. Misto de hardcore, punk-rock e ska, com seus naipes de metais alegrinhos. É a trilha ideal pra tomar uns tombos do skate ou simplesmente levantar o dedo médio para tudo e todos que não estejam se adequando ao seu way of life.
Deixa pra Lá!
Hoje eu tô num clima de deixar tudo pra lá...aqueles dias de ligar o botão do foda-se. Bem, para um dia como esse, nada melhor que resgatar mais uma pérola do "Programa Ensaio" com Cartola e Leci.
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