sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Crítica ao Rock in Rio

Sobre o Rock in Rio que está rolando eu só posso responder assim:

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Portishead


Depois de um longo hiato, estou de volta ao Blasfêmias & Injúrias. Não há coincidência entre o fato de que estou desempregado e o post de hoje. Falarei sobre o "Portishead". 

Essa sensacional banda britânica de Trip-hop se formou, inusitadamente, numa fila de agência de empregos na cidade de Bristol, em 1991, quando Beth Gibbons - que até então cantava em pubs - e o Dj e produtor Geoff Barrow se uniram para iniciar o projeto. Posteriormente, o guitarrista de jazz Adrian Utley veio a consolidar o trio de vez.
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Usando de samplers, batidas eletrônicas, e belos timbres de guitarra, aliados a voz envolvente de Gibbons, o Portishead traz uma sonoridade singular, e carregada de sensualidade. Percebe-se, nitidamente, a forte influência do jazz nas composições do trio, e em alguns casos como na canção "Western Eyes", uma mãozinha Jobiniana.

O trio lançou 3 discos de estúdio: "Dummy" (1994), "Portishead" (1997), e "Third" (2008). Também vale muito a pena conferir o disco e o vídeo ao vivo, chamado "Roseland NYC Live" (1998), este trazendo musicas dos dois primeiros discos, com belíssimos arranjos para cordas, executadas junto a Filarmônica de Nova York. Sem dúvidas, um álbum indispensável para os fãs da banda.

Espero que gostem. Portishead é o som perfeito para namorar ou, simplesmente, olhar pela janela enquanto gotas de chuva caem do céu.










segunda-feira, 19 de julho de 2010

Genesis

O Genesis é uma banda que eu divido em dois momentos: Com Peter Gabriel e sem Peter Gabriel. São dois momentos distintos em termos de concepção das músicas e de performance. Com Peter Gabriel a frente dos vocais o grande atrativo da banda eram as suas apresentações ao vivo. Gabriel além de cantar, tocar flauta e percursão, interpretava a obra como uma grande peça teatral. Trocas de figurino rápidas aconteciam com grande frequencia no palco. A banda que o acompanhava era formada por nada menos que Steve Hackett (guitarra), Tony Banks (teclado e guitarra), Mike Rutherford (baixo e guitarra) e pra fechar, Phill Collins (bateria), esse ainda com bastante cabelo. Sinceramente, essa não foi a unica formação do Genesis e nem mesmo foi a primeira, mas pra mim é a formação mais clássica, essa base ia lançar os 3 discos que eu mais gosto da banda: "Foxtrot", "Sellin England By The Pound" e "The Lamb Lies Down On Broadway" (todos da primeira metade da década de 1970)
Nessa época os melhores shows do Genesis aconteceram em teatros, que de fato era o local mais apropriado para o tipo de espetáculo que a banda sugeria.

Com a saída de Peter Gabriel, Phill Collins assumiria os vocais iniciando assim uma mutação na forma do Genesis compor as músicas e principalmente interpreta-las no palco. O grande apelo das radios e a necessidade de entrar no mercado norte-americano encurtaria o tempo das músicas do grupo além de dar uma cara mais world e menos britânica aos seus temas. No palco as coisa mudaram e adequaram o espetáculo a realidade do fim dos anos 70 e inicio dos anos 80, além da formação da banda passar a ser de trio, tocando com bateristas diferentes a cada turnê.

Os vídeos que separei são da fase Peter Gabriel, mas sempre vale a pena procurar material da fase posterior.









terça-feira, 13 de julho de 2010

Dia Mundial do Rock!

Nada melhor do que retornar a ativa concomitando com o dia mundial do rock. Sinceramente, eu não entendo muito o motivo do dia ser hoje mas ta valendo.
Para comemorar a data eu separei algumas coisas desse estilo que tem milhões, bilhões, zilhões de derivações. Se nós ficarmos aqui delimitando o que é e o que não é rock fica complicado. Acho que o rock pode estar além da melodia, peso das notas, timbre e arranjo, muitas vezes o rock está na atitude, na postura e na estética tanto quanto ou mais do que na música em sí. O importante é que no fundo vem todos do mesmo lugar, do bom e velho Rock and Roll.
Em tempos onde o "rock" é vendido, é de bom tom lembrar que a "atitude rock n' roll" esta na ousadia em transpor limites e regras, rock é exatamente o contrário do que se faz hoje com essa palavra tão boa de dizer. O "gênero rock" atualmente é mais vantajoso a quem o comercializa do que quem o faz (leia-se faz como quem toca, compõe, produz, masteriza...). Lembrem-se, rock acima de tudo é uma imensa sede de justiça e igualdade.



























quarta-feira, 9 de junho de 2010

Avante Brasil!

É, a primeira copa do mundo em solo Africano está aí e nada de posts durante o mega evento que ocorre apenas de 4 em 4 anos. Dou maior valor a copa do mundo, acho que daqui a 5000 anos, quando os escafandristas de uma civilização mais avançada que a nossa vasculharem a cidades submersas da America do Sul vão descobrir que se a gente desse canto do planeta nunca obteve sucesso em muita coisa enquanto povo, pelo menos em ganhar torneios mundiais de futebol nós fomos os melhores. Só nós, brasileiros, ganhamos 5 taças, uma foi roubada e derretida (pra variar um pouco). Nossos hermanos catimbeiros somam 4 mundiais, 2 da Argentina mais 2 do Uruguai. Contabilizando, a América do Sul levou 9 taças, ao passo que os paises europeus, se somados, levam um número igual de mundiais, mesmo com seus 9.999 paises. Pois bem, os ingredientes de uma grande copa do mundo estão ai e ninguém quer perder essa. Está decretado:
- Parei pra ver a copa!

Alguns vão dizer:
- Ah, o Brasil pára pra ver a copa do mundo enquanto os politicos tão metendo a mão em Brasília.

Olha, sinceramente, eu acho que eles já metem a mão no dinheiro alheio o ano todo, 24 horas por dia, cada vez que eu pago algum imposto, cada vez que eu ligo a tv, cada vez que pago juros bancários, a todo momento eu estou sendo roubado, trabalhamos muito, ganhamos pouco e pelo menos, queremos ganhar a copa do mundo. E tem mais, acho que até os politicos dão uma parada na roubalheira pra assistir a copa.

Se você não está nesse espírito de copa, é melhor entrar nele logo, pois não tem pra onde correr. Tem gente que comprou vuvuzela e tudo, só espero que o seu vizinho não seja um deles.
Se em 1970 éramos 90 milhões em ação, hoje, somos 190 milhões em tensão, diante das escolhas do Dunga. No meu ver, ele levou realmente os mais preparados, só acho que tinha uma vaguinha ali pro Roberto Carlos na esquerda e pro Ganso no banco, mas agora já era. Espero que Dunga use bem o material humano que levou a África, nos resta torcer.

Para que todos possam se imbuir desse espirito futebolistico, lá vai mais uma do DWT. Uma homenagem a maravilhosa seleção campeã do mundo de 1970.

Egberto e as 10 cordas

Um vídeo muito bacana de Egberto Gismonti no programa ensaio da Tv Cultura de 1992. Ele dá uma explicação bem simples sobre o violão de 10 cordas. A explicação é simples, a tocação nem tanto.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Sugarcubes

The Sugarcubes é uma banda islandesa da década de 80, para ser mais preciso a banda esteve ativa de 86 a 92, lançando nesse período vários singles e alguns albuns além de criar seu próprio selo, o Smekkleysa. A atração principal dos cubos de açucar era a promissora vocalista e tecladista, até então não muito conhecida fora das fronteiras da Islândia, Björk. A pequenina e excentrica vocalista mostrava os primórdios de suas melodias meio "esquisitas" e começava a chamar atenção pro seu belo timbre de voz. A sonoridade da banda tinha influencias do punk, pos-punk além de boa dose de experimentalismo, seguia na esteira das bandas que fizeram sucesso na época como Joy Division, Siouxie and The Banshees, The Cure, Depeche Mode, Echo & The Bunnyman, Pixies e outras.
Acho que Sugarcubes não era aquela banda sensacional mas teve seus bons momentos e deve-se levar em consideração que eles não são ingleses ou americanos, com suas culturas já pré-digeridas por todo mundo e sim da Islândia um pais insular, uma ilha perdida no meio do frio Atlântico Norte, culturalmente eles não estão muito ligados ao continente europeu, e só de essa banda ter feito algum sucesso em radios e emissoras de TV do mundo já é digno de nota. A própria Björk só veio a ser conhecida da massa quando se mudou em definitivo para a inglaterra em 1993. Por essas e outras, muitos respeito aos cubos de açucar que vieram do gêlo.